ATUALIZAÇÕES PARA CLOCKWORK ANGELS E POSSÍVEL DVD
16/10/2010


O grande power-trio canadense começou a encerrar ontem sua Time Machine Tour 2010. A banda tocou na noite desta sexta feira, dia 15/10/2010, no Estádio GEBA, em Buenos Aires (Argentina). No próximo domingo eles estarão no Estádio Nacional em Santiago, Chile, fazendo o último show desse ano para um público previsto de 35 mil pessoas.

Com a finalização da Time Machine Tour, nosso foco passa a ser abusca por notícias em torno do próximo álbum de estúdio da banda, Clockwork Angels. Geddy e Alex concederam algumas entrevistas em sua passagem pelo Brasil atualizando o panorama sobre esse novo e aguardado trabalho. Anteriormente, o plano inicial seria o de lançar Clockwork Angels até o outono de 2011 (entre março e junho), seguido por uma extensa turnê. Porém Geddy acabou revelando uma visível mudança de rumos, em entrevista ao site UOL:

"O novo álbum ainda está em fase de produção. Gravamos duas canções até agora. Uma delas se chama Caravan e a outra é Brought up to Believe [BU2B]. Essas são as duas canções iniciais de um álbum conceitual chamado Clockwork Angels. Temos cerca de quatro ou cinco músicas escritas mas ainda não gravadas, e queremos compor mais umas duas para então juntar a coisa toda. Dessa forma acho que nosso próximo disco estará pronto daqui há um ano aproximadamente".

Portanto fãs, teremos ainda mais um ano pela frente até conhecermos o novo trabalho completo do Rush. Sobre esse assunto, algumas especulações surgiram na rede nos últimos dias dando conta de que a Time Machine Tour deverá continuar no próximo ano, onde possívelmente passará por locais nos EUA e Canadá que não estiveram no circuito em 2010. Vale mencionar que o Rush poderá estar também em cidades européias e talvez no Japão. Ao final da turnê 2011, Clockwork Angels será lançado, dando seqüência a uma nova digressão para 2012.

Quanto ao próximo álbum, Alex revelou novos detalhes em entrevistas recentes. Veja o que ele disse para o IG:

"Tudo pode acontecer. Existe uma boa possibilidade de termos músicas mais longas no próximo disco. Escrevemos seis músicas, e uma tem aproximadamente nove minutos. Acho que teremos algumas canções "épicas" no disco. Não que busquemos voltar ao passado, ou pensar no futuro, é mais uma questão do que sentimos e escrevemos neste momento".

Já no Chile, veja o que Alex disse na Rádio Futuro:

"É difícil falar sobre o álbum até estarmos no estúdio gravando-o. É assim que ele vai tomando forma, adquirindo vida própria através das alterações feitas durante a gravação. Acho que precisamos concluir mais umas duas ou três músicas para finalizarmos o novo álbum. Das seis que temos escritas, duas delas são bem extensas. Uma delas é "Clockwork Angels", munida de várias partes e com um estilo épico de composição da forma que fazíamos antigamente; peças de formato longo, músicas mais longas. Mas há também algumas coisas melódicas, uma delas acústica, muito amigável. É uma boa mistura de várias coisas. Até estarmos com tudo pronto, tendo uma idéia completa do registro, é difícil saber como ele será, mas com certeza terá muita energia".

Alex confirma portanto que a banda está preparando duas canções longas para Clockwork Angels, conforme comentado anteriormente por ele mesmo em entrevista para o jornal The Morning Call. De acordo com o Rush Is A Band, rumores dão conta de que a segunda grande canção do power-trio será instrumental e se chamará Unfinished Business ou Unfinished Monkey Business. Vamos aguardar.

Outro assunto que também ficaremos ligados é à respeito do possível lançamento de um DVD retratando a Time Machine Tour. Na entrevista para a UOL, Geddy disse:

"Nós gravamos todas as noites, mas não filmamos tudo. Temos sempre muitas câmeras espalhadas. Invariavelmente, depois que a turnê chegar ao fim, prepararemos algum tipo de representação ao vivo. A forma que terá ainda não sei".

Como é provável que lancem uma segunda perna da Time Machine Tour, a banda poderá ainda segurar esse projeto por um tempo, conseguindo novos materiais nessa nova etapa que, possivelmente, poderá trazer alterações no setlist.

Geddy Lee e Neil Peart concederam uma entrevista ao jornal argentino Clarín, onde o baterista e motoqueiro comentou a última de suas aventuras na estrada:

... "Amanhã (referindo-se à sexta feira - dia do show em Buenos Aires), Brutus e eu começaremos uma viagem de 3000 km do Rio a Buenos Aires. De um show a outro viajarei com ele ou com Michael, eles que tem motos iguais a minha (BMW GS); se eu tiver algum problema mecânico, vou com um dos dois continuando a viagem, pois tenho um show esperando... mas depois de centenas de shows e centenas de milhares de milhas, nunca me aconteceu nada. Não vou cair na América do Sul ... Posso dizer que serei o único baterista canadense que chegou de moto para tocar em Buenos Aires. Estou morrendo de vontade de estar lá, também ansioso e com medo. Preces serão bem-vindas... e sejam bem-vindos".

RUSH E SEU RETORNO AO BRASIL



12 DE OUTUBRO DE 2010 | POR VAGNER CRUZ

Essa arte foi criada por nós do Fã-Clube. Incrivelmente, não foi disponibilizado nenhum banner oficial.
Inesquecível. Única palavra que temos para definir a segunda passagem do Rush pelo Brasil. Se as apresentações de 2002 já haviam sido espetaculares e marcantes, a banda de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart provou mais uma vez que o tempo, tema da turnê Time Machine, é algo que parece passar inversamente para eles. Quanto mais velhos, mais vigor, dedicação e perfeccionismo transbordam através desses fantásticos senhores canadenses.

A banda se apresentou dessa vez em São Paulo (estádio do Morumbi no dia 08 de outubro de 2010) e no Rio de Janeiro (Praça da Apoteose no dia 10 de outubro de 2010), na segunda tour da carreira deles pelo país. Geddy (57), Alex (57) e Neil (58) já não são mais garotos realmente, mas a inteligência desses mestres em se adaptarem às circunstâncias os confirma, a cada ano que passa, como uma das bandas mais diferenciadas e admiradas na história. Diga a qualquer garoto que curta rock and roll e que ainda não os conheça muito bem que esses caras já estão na estrada juntos há 40 anos: você terá no mínimo uma expressão de surpresa. Às vezes desconfiamos se em 2112 eles ainda não estarão por aí, encantando platéias pelo mundo!

Sobre a Time Machine Tour, a mesma trouxe como maiores atrações a execução do álbum Moving Pictures na íntegra, fato inédito na carreira deles, além da apresentação de duas novas canções até então, "Brought You To Believe" (abreviada "BU2B") e "Caravan". Essas serão parte do próximo álbum de estúdio da banda, Clockwork Angels, que será lançado em um futuro próximo.

O palco da Time Machine também foi um show à parte. Preparado com talentos estéticos exuberantes, a ambientação apresentada foi totalmente baseada na atmosfera Steampunk, sub-gênero da ficção científica baseado em um Século XIX imaginário, anacrônico, tecnologicamente precoce e à base de vapor e eletricidade. Trata-se de uma realidade alternativa, uma proposta caracterizada como se a Era Vitoriana tivesse sido de tal forma bem sucedida que seus costumes, tecnologia e cultura tivessem perdurado por muito mais tempo do que de fato duraram. O gênero Steam (vapor em inglês) há muito vem se popularizando e se mostra aos nossos olhos em filmes e desenhos animados como a série O Mundo Perdido, o seriado e filme James West, o filme De Volta Para o Futuro III e os animes Steamboy e Full Metal Alchemist, entre outros. Os longas A Liga Extraordinária e Van Helsing também são outros exemplos. Viagens sobre trilhos de trens, hotéis flutuantes vagando em zepelins e máquinas extravagantes de funcionamento complicado podem ser vistos dentro da cultura Steampunk. Suas origens remontam às obras pioneiras de mestres como Júlio Verne, H.G. Wells, Mark Twain e Mary Shelley, entre outros. Cada um destes autores escreveu obras apresentando a tecnologia avançada ambientada no século XIX ou início do século XX.


Continuando a proposta de Snakes & Arrows (turnê de 2007 / 2008), o show da Time Machine Tour se inicia com a grande irreverência que sempre foi característica da banda, mas que acontecia apenas entre eles no passado. Um vídeo bastante hilário chamado "Rash - A Verdadeira História do Rush" mostra uma pequena história se passando em uma lanchonete fictícia denominada Gershon's Haus of Sausage (Casa da Salsicha do Gershon), com Geddy caracterizado como o exótico dono do estabelecimento. Slobovitch (Alex), um freguês obeso que adora salsichas e O'Malley (Neil), um cliente policial irlandês, compõem o cenário. Em um dado momento Slobovitch traz, a pedido de Gershon, o Gefilter, uma máquina louca que faz com que a canção "The Spirit of Radio" (que está sendo executada com tuba e acordeon por uma pequena banda no local, representando satiricamente o antigo Rush), mude incrivelmente para versões disco, country e, finalmente, para a que conhecemos, iniciando o grande show. Geddy veste geralmente na primeira parte da apresentação uma camiseta com o logo Rash e, no segundo set, outra com a marca da máquina maluca Gefilter.

As canções executadas no primeiro set, após "The Spirit of Radio" são, nessa ordem: "Time Stand Still", "Presto" (que mostra um show de mágica em preto-e-branco no telão no fim da canção), "Stick It Out" (que traz trechos do vídeo-clipe original), "Workin' Them Angels" (com as mesmas imagens utilizadas na turnê Snakes & Arrows), "Leave That Thing Alone" (com um vídeo similar ao apresentado em 2002 na turnê Vapor Trails), "Faithless" (apresentando um lindo vídeo incita um sonho, mostrando borboletas e conchas), "BU2B" (expondo através de uma máquina de escrever antiga a letra da canção), "Freewill", "Marathon" (com um solo estendido de guitarra) e, fechando, "Subdivisions".


O segundo set da Time Machine Tour trouxe um outro vídeo de abertura, intitulado Rash: The Real History of Rush - Episode No. 17 "...And Rock And Roll Is My Name", mostrando uma tentativa de filmagem da banda no começo da carreira, representada por jovens atores. Alex, agora como o empresário Ray Danniels (ainda obeso e usando mullets), interage com Geddy como o diretor (uma alusão a Andy Warhol, pintor e cineasta norte-americano). Neil desta vez surge como o cinegrafista. Dessa vez a Time Machine está lá, funcionando descontroladamente. Podemos ver na passagem dos anos Geddy, Alex e Neil representados nas formas mais divertidas, como homens das pré-históricos, bebês, garotinhos, magos, macacos e também invertidos em seus instrumentos (Geddy aparece na bateria, Neil na guitarra e Alex no baixo). Esse vídeo é, na verdade, uma introdução para um dos momentos mais aguardados na nova turnê: a execução ao vivo do álbum Moving Pictures, que tem início com a explosão de "Tom Sawyer", seguindo com "Red Barchetta", "YYZ", "Limelight", "The Camera Eye", "Witch Hunt" e "Vital Signs". Todos os vídeos apresentados para as canções de Moving Pictures foram claramente inspirados em Monty Pyton, apresentando sempre o prédio do parlamento da capa do disco e os carregadores de vermelho combinados com o tema da canção.


Logo após temos "Caravan", uma das novas canções que mostra no telão um dirigível na atmosfera Steampunk, sobrevoando uma paisagem com as mesmas características. Após "Caravan", temos o momento onde todas as atenções se voltam para Neil Peart: a execução do novo solo do baterista, "Love 4 Sale" - mais uma aula fantástica onde o canadense prova porque é considerado um dos maiores do mundo no instrumento, de todos os tempos. "Closer To The Heart" (com uma bela introdução no violão de 12 cordas composta por Lifeson), "2112 Overture / The Temples of Syrinx" e "Far Cry" (com o mesmo visual nos telões da Snakes & Arrows Tour), encerram o show.

Antes do encore, Alex e Geddy, de forma tradicional, retornam ao palco jogando camisetas para os fãs. Uma delas traz escrito "Gershon's" na frente e "Nobody Beats My Sausage" nas costas. A outra diz "Slobovich Says..." e atrás "The Last Time Someone Grabbed My Sausage...". O encore da Time Machine Tour apresenta ainda as canções "La Villa Strangiato" (com uma introdução polka bem atípica e divertida) e "Working Man" (executada em reggae na introdução), encerrando a noite e deixando aquela sensação de imediata saudade.


Com vocês, o Rush:

"(...) Sei que o mecanismo que nos trouxe até aqui não existe mais. Um exemplo perfeito de como isso se inverteu é que naquele tempo não fazíamos dinheiro em turnês, nem mesmo durante os anos quando tínhamos mais sucesso. Contávamos sempre quantos discos vendíamos e vivíamos de composições. Sair em turnê era só uma maneira de divulgar isso. De repente, nos últimos 10, 15 anos, tudo isso girou e passamos a fazer nossa renda somente em turnês. Em uma banda como Rush, ninguém vai nos pagar para fazer um disco - vai ser feito como uma indulgência. O próprio Snakes & Arrows foi pago por ele mesmo e se quisermos fazer uma vida para além do que temos, teremos que cair na estrada para turnês". (Neil Peart, Guitar Center.com - Fevereiro de 2010)

"(...) Acho que vai ser um desafio interessante tocar algumas dessas músicas, especialmente 'The Camera Eye', uma canção que já não trazemos há anos. Obviamente, é provável que façamos essa de um modo mais atualizado. Você nunca sabe que efeito causará trazendo essas músicas antigas. Há momentos no passado em que pensamos, 'Não há nenhuma maneira de trabalharmos novamente nessa canção', e então você começa a ensaiar, começa a tocar e fica bastante surpreso gostando dela de novo. E, às vezes, a traz de volta de uma maneira totalmente nova. Acho que, de certa forma, deixei de ser cínico sobre nosso passado e às vezes ter um segundo olhar sobre uma antiga canção pode lhe dar uma história totalmente nova (...)". (Geddy Lee, Rolling Stone - Abril de 2010)

"Neil estava realmente impressionado com o fato de que Steely Dan tocava álbuns diferentes de noite pra noite. Isso seria talvez um pouco ambicioso demais para nós. Pensamos que seria uma boa forma de incorporar 'The Camera Eye', um pouco mais do que uma simples apresentação especial. Temos tocado e encostado as outras músicas do Moving Pictures, mas foi bom condensar tudo desse álbum, apresentando-o dessa maneira". (Alex Lifeson, The Moring Call - Agosto de 2010)

"(...) Mesmo já na segunda perna da turnê, depois de quase vinte shows, senti que precisávamos entrar numa nova 'zona'. A estrutura básica do show, os detalhes dos arranjos, ritmos e transições foram refinados noite após noite, à medida em que avançávamos (ensaiamos durante dois meses para uma turnê de três meses). Tínhamos o fundamento e, à partir dele, cada um de nós foi chegando mais longe. Mais determinação e cuidados foram sendo derramados em nossos desempenhos individuais, e juntos aquela energia foi se fundindo em uma única brasa que nos surpreendeu. Essa energia bruta provocou em nossas sessões de improvisação, sobretudo com Geddy no baixo em 'Leave That Thing Alone', e Alex em seu frenético instrumental no meio de 'Working Man', sobre o qual ele brinca com o que um crítico chamou a muito tempo atrás de 'típico de um adolescente abandonado'. Durante essa parte, no final da noite, quando olho da bateria e vejo Alex voltando para solar, não posso deixar de sorrir para esse cara louco que tenho assistido a 36 anos. A mágica ainda acontece". (Neil Peart, Cruel Summer - Setembro de 2010).

"Nossa primeira viagem ao Brasil foi ótima. Ficamos impressionados com o entusiasmo dos fãs e com a quantidade deles. Gostamos de conhecer as três cidades em que tocamos (Rio, São Paulo e Porto Alegre). Conhecemos várias pessoas legais. Acho que foi uma das nossas melhores viagens para fora do Canadá". (Geddy Lee, O Globo - Outubro de 2010).

O Rush Fã-Clube Brasil foi premiado com três momentos fantásticos, encontrando a banda em São Paulo e Rio de Janeiro pelo Meet & Greet. Eles levaram nossas camisas especiais que criamos para a ocasião, e agora temos certeza que sabem de nós. Agradecemos a todos por levarem o nome do nosso Fã-Clube ao conhecimento dos canadenses. Nossa camiseta especial traz o endereço do blog e uma das engrenagens temáticas da turnê mostra a nossa bandeira, ajudando a movimentar com paixão a potente máquina que é o Rush.


RELATOS SOBRE O MEET & GREET

Além de curtir ao vivo um show do Rush, um dos momentos mais sonhados para qualquer fã da banda é o de poder ficar ao lado dos músicos, nem que seja por poucos segundos. E isso realmente aconteceu em São Paulo com quatro participantes de longa data do Rush Fã-Clube Brasil: Dilson Siud, Gustavo Oliveira, Marcel Morsiani e Cris McBrain, além desse que vos escreve diariamente, Vagner Cruz, no Rio. Ganhamos a promoção Meet & Greet, evento promovido pelo Rush antes dos seus shows no qual fãs escolhidos têm acesso liberado ao backstage da banda, encontrando Geddy e Alex.

Nosso amigo Dilson nos contou toda emoção do momento, buscando compartilhar com cada fã do país essa grande façanha. Acompanhe seu depoimento e tente se imaginar tendo essa grande oportunidade!

Depois de vencer a promoção, a ordem que tínhamos era a de estar na pista do estádio às 19h, ao lado do caminhão da Antarctica. E lá estávamos eu e o meu amigo Gustavo. Aos poucos foram chegando mais pessoas, até que se completaram as 15 escolhidas. Esperamos mais um tempo até a chegada da Beatriz, responsável pelo Meet & Greet. Ela entregou um envelope para cada um dos participantes, cada qual com o nome escrito.

Dentro do envelope havia uma carta em inglês e português, as duas com o mesmo texto. Tratava-se das instruções do encontro, juntamente com um crachá verde para colar na camiseta (que aparece conosco nas fotos). A carta dizia:


INSTRUÇÕES PARA O MEET & GREET

Agora que você já pegou seus tickets e seus passes, vá ao ponto de encontro no caminhão da Antartica SubZero, que fica na pista (dentro do estádio), até as 19:30, onde nosso pessoal da segurança vai encontrá-lo. Estamos com uma programação de tempo muito apertada e infelizmente não conseguiremos atender a retardatários. Iremos tirar fotos de você com a banda. Caso esteja trazendo sua câmera, guarde-a porque não vai precisar dela, e seu uso também não será permitido. Infelizmente não teremos tempo para autógrafos, então se você tiver algo para ser autografado, deixe em seu carro ou guarde. Você entrará para ser fotografado com a banda, e será levado de volta para fora da área do palco. A foto será de alta qualidade, e em 24 horas você poderá acessar www.rush.com/picturetime para retirá-las. Parabéns aos ganhadores do concurso! Aos fãs, obrigado por nos apoiar todos esses anos!

Depois da carta, a Beatriz fez uma chamada rápida. Fomos entrevistados por uma repórter da Antárctica (que estava coletando material de divulgação - material interno para pessoas que trabalham para a cerveja). As perguntas eram normais, do tipo "Tá nervoso?" etc... Depois surgiu um repórter de uma rádio chilena, fazendo basicamente as mesmas perguntas.

Após as entrevistas, mais uma chamada. Nos instruiram a fazer uma fila indiana, seguindo o segurança. Andamos até chegar atrás do palco, e alí esperamos por mais uns 20 ou 30 minutos.

Após esse período, chegaram os seguranças do Rush, uns americanos ou canadenses, tipos como o The Rock ou Ivan Drago, com cara de que daria um nó no seu braço só de você chegar perto. E havia também uma mulher que era bem mais macho que eu... e que por acaso era a cara do Ivan Drago mesmo. Acho que aqueles três eram os principais responsáveis pela segurança da banda nos shows da turnê. Eram funcionários da Praetorian Security, uma firma de segurança sediada na Colúmbia Britânica (Canadá).

Depois desse tempo de espera, fizemos fila novamente e seguimos para a área do backstage, acompanhados dos brutamontes. A partir daquele momento entrávamos na área "nobre" do Morumbi, já sendo possível ver os cases com o nome do Rush e adesivos personalizados por toda a parte, indicando as áreas. Fomos levados até um corredor enorme e largo e nos pediram para ficarmos encostados na parede. O segurança começou a ditar as instruções, ele falava em inglês e o tradutor repassava pra gente.

As instruções eram as mesmas que estavam no envelope. O cara só reforçou sobre os autógrafos. Disse que se pegasse alguém tentando pedir autógrafo, seria um tanto quanto "vergonhoso".

Após esse momento, o segurança perguntou se alguém tinha alguma pergunta. Perguntei se poderia dar uma camiseta de presente pro Geddy. Ele disse que poderíamos dar qualquer presente pra eles, menos CDs, DVDs ou qualquer material de divulgação de outra banda. Nesse momento ele lembrou de dizer que o Geddy estava resfriado.

Após toda tensão do forte esquema de segurança, um rapaz da produção deles (Michael, amigo de viagens de moto de Neil Peart) disse que os caras estavam meio velhinhos, e que precisavam que fizéssemos bastante barulho na hora que eles entrassem na sala, pra acordá-los um pouco. Ele disse também que eles fazem uma competição entre as cidades pra ver quem faz mais barulho, e que no Brasil, o Rio de Janeiro era a campeã absoluta (provavelmente ele vai dizer no Rio que São Paulo é a campeã, só para instigar). Nesse momento, o povo todo ali começou a gritar.

Depois da histeria, um dos seguranças passou entregando a todos um saquinho que continha um chaveiro dizendo "Rush: 1974-2112", com um endereço de site. Era nesse endereço que teríamos que entrar pra pegar nossas fotos. O endereço é www.rush.com/picturetime e mostra as fotos feitas com fãs, durante toda a turnê.

Após a entrega dos chaveiros, um outro segurança falou algumas palavras no rádio, começando a sair alguns outros caras da sala. O coração gelou. Alguns segundos depois estavam Geddy e Alex saindo pela porta. A sala veio abaixo, o povo gritou ainda mais, o triplo do volume.

Aí teve início o Meet & Greet. Os fãs foram seguindo a ordem da fila. Cada grupo de pessoas (no caso o grupo da Promo Antartica, o grupo da Promo Kiss, etc.) tirava foto com eles, e rapidamente saía. O fotografo ficava ajoelhado, mandando o pessoal juntar e contando até 3. Ele tirava duas fotos de todos os grupos. Depois da foto, você tinha que ir para o lado oposto do corredor e esperar.

O "cenário" eram 2 banners com o nome da turnê, esses que aparecem na foto.

Depois que todos tiraram foto com eles (inclusive o Derrick Green e o Paulo Jr. do Sepultura estavam lá também), nos levaram pra fora da sala, encaminhando todos de volta pra pista. Daí em diante foi só esperar o show começar.

Esse acontecimento foi um misto de várias sensações. Eles encheram a sala; têm uma aura muitíssimo forte. Sem dizer nada parecem já estar dizendo muita coisa. Primeiro apertei a mão do Geddy, expliquei para ele brevemente o nosso Fã-Clube e disse que havia trazido a camiseta especialmente pra ele, perguntando se aceitaria. Ele aceitou e agradeceu, entregando a camiseta ao roadie pra continuar tirando as fotos com os outros fãs me dizendo para aproveitar o show. Depois disso, apertei a mão do Alex. O Geddy estava meio quietão, mas o Alex não... ele tem a voz bem calma... uma voz legal de ouvir. Ele me perguntou como eu estava, me olhando nos olhos, e eu disse que estava muito bem e que aquilo tudo era muito especial pra mim. Ele me agradeceu e eu saí. Foi maravilhoso.

RUSH FÃ-CLUBE MENCIONADO EM ENTREVISTA COM GEDDY LEE
10/10/2010


Durante a semana recebemos um contato do Eduardo Fradkin, repórter do jornal O Globo. Ele informou que faria uma entrevista por telefone com Geddy Lee e nos pediu que enviássemos três perguntas para ele, onde seria escolhida pelo menos uma delas. Segue abaixo o trecho com a escolha:

Você conhece bem os seus sites de fãs? O Rush Fã Clube Brasil, por exemplo, tem mais de 1.500 visitas diárias e mais de 4.000 membros (na comunidade do Orkut). O presidente, Vagner Cruz, gostaria de saber se você entra em sites e fóruns online para ver o que os fãs estão dizendo e o que estão pedindo.

Eu tento não fazer isso. É um caminho perigoso ficar visitando sites de fãs. Uma vez ou outra, eu dou uma olhada em algum, mas é algo intimidante para mim, então prefiro não fazê-lo. O Alex faz isso com bem mais frequência que eu. Eu prefiro encontrar meus fãs nos estádios, onde eu os ouço cantar e eles me ouvem cantar. A internet, em geral, é um fórum público meio maluco. À vezes, as vozes que são ouvidas são as mais altas e insistentes e não representam necessariamente a visão da maioria dos fãs. Por isso, a internet pode ser um palco para fanfarrões. Mas claro que aprecio as manifestações de amor à banda que muitos fãs fazem.

Outra pergunta interessante foi sobre a possibilidade de lançamento de um novo DVD aqui no Brasil:

Temos gravado vários shows desta turnê. Pode ser que lancemos algo, eventualmente.

O Eduardo também perguntou se Clockwork Angels será bem rock, da mesma forma explicitada em "BU2B" e "Caravan":

O disco terá bastante variedade, na verdade. Terá de tudo. É difícil de descrever. Tem canções parecidas com essas duas e outras bem diferentes. Quando sentamos para compor, é sempre algo espontâneo. Sempre que nos encontramos, estamos diferentes, mais maduros, e nunca sabemos o que sairá de cada um desses encontros. Isso é algo que adoro no Rush: nós sempre nos surpreendemos. Cada um de nós ouve tipos diferentes de música e lê coisas diferentes. Quando nos encontramos para compor, essas influências distintas convergem. Não compomos na estrada. É difícil ser criativo quando o que mais se quer é dormir (risos).

Gostaríamos de agradecer ao Eduardo pela oportunidade e pela ótima entrevista. É muito bom para os fãs saber o que a banda pensa sobre os mais diversos assuntos. É claro que o público da Internet não pode ser utilizado como indicador principal que oferece um perfil fidedigno do fã, e realmente há muita coisa descartável em muitas manifestações sobre eles no mundo virtual. Mas ficamos felizes por termos certeza de fazer parte das 'manifestações de amor à banda' e que contribuimos para manter os fãs ligados sobre tudo o que acontece com eles. Imprensa é isto: após o Rush partir, voltaremos a ser um dos poucos que trarão notícias sobre eles por aqui. Cobriremos da melhor forma possível o processo de Clockwork Angels, algo que dificilmente será visto em qualquer outro veículo oficial no país.

LIFESON: NOVO ÁLBUM TERÁ CANÇÃO DE NOVE MINUTOS
10/10/2010


Talvez uma das melhores matérias dedicadas ao Rush pela imprensa brasileira em 2010, o iG conversou dia último dia 08 de outubro com Alex Lifeson. Na entrevista, o guitarrista aborda longevidade, próximo disco (que segundo ele trará uma canção de nove minutos) e novo público. Acompanhem:

Guitarrista do Rush fala de shows no Brasil e da paixão dos fãs
Marcelo Freire, especial para o iG Cultura


Uma tempestade ontem do lado de fora do hotel onde o Rush está hospedado em São Paulo não traz boas memórias ao guitarrista da banda, Alex Lifeson, um dia antes do show do grupo no estádio do Morumbi, nesta sexta-feira (8). Foi no mesmo local, há oito anos, que o trio canadense sofreu com a forte chuva que atrapalhou sua primeira passagem pelo país e ameaçou cancelar a apresentação na capital paulista.

A expectativa de tocar para um de seus maiores públicos, no entanto, compensa a preocupação de Lifeson, 57 anos, parceiro desde 1974 do baixista e vocalista Geddy Lee e do baterista Neil Peart, que rendeu 18 discos de estúdio e seis ao vivo, além de muitas coletâneas. "O show de 2002 foi sensacional, a plateia mais ainda, e é isso que nós esperamos", comentou o guitarrista, em entrevista ao iG Cultura.

Durante a conversa, Lifeson falou sobre o passado e o presente do grupo, o novo disco (que deverá ser lançado no próximo ano), o recente sucesso do documentário "Rush: Beyond the Lighted Stage" e a maneira de compor da banda. Além disso, explicou uma antiga polêmica que atormentou o trio nos anos 1970: a acusação de serem simpatizantes do nazismo - apesar da ascendência judia de Geddy Lee, que sofreu com a morte de alguns familiares no Holocausto.

A acusação, feita pelo jornalista britânico Barry Miles, do National Music Express, repercutiu na imprensa da Inglaterra, mas teve pouco efeito na América do Norte, onde o trio tinha sua base mais sólida de fãs. Lifeson esclareceu a polêmica e chamou o jornalista de "idiota", além de comemorar a longevidade da formação clássica do Rush.

iG: Vocês estão de volta a São Paulo após oito anos, e a cidade está debaixo de uma tempestade semelhante àquela do show de 2002. Isso preocupa vocês? O que esperam do show?

Alex Lifeson: É verdade (risos), mas estamos muito empolgados em voltar, nos divertimos demais quando estivemos aqui há oito anos. O show foi sensacional, a plateia mais ainda, e é isso que nós esperamos. Também torcemos para que não chova, vamos ver.

iG: Que impressão vocês tiveram da cidade em si, e do Brasil?

Alex Lifeson:
São Paulo é uma cidade muito vibrante, tem quase a população inteira do Canadá. O Brasil é muito moderno, e São Paulo parece ser o centro financeiro e tecnológico do país e da América do Sul, uma grande cidade internacional. Sempre nos trataram muito bem aqui.

iG: Ao acompanhar um show da banda em Syracuse, nos Estados Unidos, foi possível perceber que a plateia americana gosta e respeita o grupo, mas é bem mais quieta que a brasileira. Isso influencia na maneira de tocar no palco?

Alex Lifeson: Não acho que influencia, a performance é sempre a mesma por causa da nossa concentração na hora de tocar. Mas quando você tem uma plateia empolgada, nosso prazer no palco aumenta. Interagimos com as pessoas e olhamos nos olhos de algumas delas durante o show. Não posso dizer que me diverti tocando em Syracuse como me diverti quando toquei em São Paulo, e isso é compreensível. As plateias da América do Norte não têm a mesma paixão das plateias da América do Sul, eles são muito mais reservados.

iG: Como é o processo de composição das músicas? Você e o Geddy levam as melodias para o Neil ou ele apresenta as letras antes?

Alex Lifeson: Eu e o Geddy nos juntamos para tocar. Neil não precisa necessariamente estar lá, mas manda letras para cinco, seis músicas, ainda como rascunho. Tocamos por algum tempo e separamos as partes com mais potencial, juntamos e vemos que tipo de letra pode funcionar. Depois, reescrevemos algumas partes e estabelecemos o arranjo.

iG: Neil entrou na banda no segundo disco, "Fly By Night", escrevendo a maioria das letras, além de mostrar sua habilidade para tocar passagens mais complicadas. Como isso mudou o modo de composição?

Alex Lifeson: Como ele adorava literatura, e eu e o Geddy nos interessávamos mais pela música, parecia uma boa maneira de ele contribuir para a banda sendo o letrista. Ele gostou do desafio e ficou um equilíbrio legal, onde todos tinham suas ocupações. Nós sempre nos desafiamos e determinamos um padrão alto de performance. Quando ele entrou, percebemos que tocava de forma muito poderosa e sempre se desafiava ao máximo - o que faz até hoje. Quando você tem alguém assim, isso leva toda a banda a se desafiar.

iG: E como está o processo de composição do novo disco, "Clockwork Angels"? Alguma chance de vocês voltarem a escrever músicas longas, como faziam nos anos 70?

Alex Lifeson: Tudo pode acontecer. Existe uma boa possibilidade de termos músicas mais longas no próximo disco. Escrevemos seis músicas, e uma tem aproximadamente nove minutos. Acho que teremos algumas músicas "épicas" no disco. Não que busquemos voltar ao passado, ou pensar no futuro, é mais uma questão do que sentimos e escrevemos neste momento.

iG: Vocês têm aparecido bastante na mídia recentemente. Acreditam que é por causa do sucesso do documentário "Rush: Beyond the Lighted Stage"?

Alex Lifeson: Acho que é uma combinação de algumas coisas. O documentário aumentou nosso público, muitas pessoas estão começando a ficar curiosas sobre a banda. Percebi que agora temos mais mulheres em nossos shows, sendo que nosso público sempre foi majoritariamente masculino, mas as garotas também estão lá agora. Acho que elas assistiram o documentário, com seus maridos, namorados e amigas, e se identificaram. O documentário conta a história de nossa amizade e acho que elas, especialmente as casadas, se identificam com a nossa aparência de três pessoas legais, com famílias, e que se amam fazendo o que fazem.

iG: Em um momento do filme, você aparece ainda como adolescente, em uma cena de família, conversando com seus pais sobre largar a escola. Por que você filmou aquilo?

Alex Lifeson: Bom, todos me perguntam isso (risos). Em 1971, fiz testes para um documentário sobre dez garotos de diferentes partes de Toronto que viveriam em uma fazenda por dez semanas, sendo filmados, como um reality show. Foi dirigido pelo canadense Alan King. Aquela cena era do dia em que nossos pais foram nos visitar, para conhecer a fazenda, e inclui uma discussão grande sobre escola. Sei que levanta a questão "por que ele está com a câmera ligada na mesa de jantar?", mas era um filme.

iG: O filme também cita o problema de vocês com a imprensa britânica, que acusou a banda de ter tendências nazistas, nos anos 70. Isso teve algum impacto na banda naquela época?

Alex Lifeson: Não, apenas achamos aquele jornalista [Barry Miles] um idiota. Não ouço falar desse jornalista há muito tempo, nem sei o que aconteceu com ele. Mas nós estamos aqui, mais fortes e mais populares do que nunca. O que aconteceu foi que esse cara veio fazer uma entrevista e já sabia o que iria escrever, nada que disséssemos mudaria isso. Ele veio, tomou toda a cerveja e comeu todos os sanduíches que estavam lá e começou com um papo socialista, dizendo que a gente era de direita, totalmente louco. Isso por causa da Ayn Rand [escritora russa acusada de ser simpatizante do fascismo], de quem o Neil tinha lido alguns livros. Ele falou sobre isso, e tivemos uma discussão amigável. Depois, saiu e escreveu que nós éramos nazistas, de direita, toda essa loucura. Enfim, não teve repercussão na América do Norte, foi coisa da imprensa britânica, que é meio maluca mesmo. Nós sabemos quem somos.

iG: E qual será a característica mais lembrada do Rush quando a banda se aposentar? A complexidade musical, as letras, os músicos, a carreira como um todo, o o que será mais importante?

Alex Lifeson: Acho que nosso legado é o fato de termos ficado unidos por muitos e muitos anos, desde 1974. Acho que o Rush mostrou a muitas bandas novas que você consegue vencer fazendo as coisas da sua maneira, com perseverança, apesar de ser mais difícil nos dias de hoje.

RUSH EM SÃO PAULO

09/10/2010

Foi maravilhoso. Para os fãs do Rush, rever a banda mais uma vez no país é, certamente, um dos maiores sonhos realizados. Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart mostraram, como sempre, a maestria costumeira que sempre encanta sua legião de admiradores. Os paulistanos (e os cariocas, cearenses, baianos, capixabas, mineiros etc.) agradecem.

A banda já está há quase 40 anos na estrada, e realmente é um grande lucro termos o Rush ainda munido de vitalidade, buscando trazer alegria para seus fãs com suas composições e novas turnês. A Time Machine Tour, que mostra a execução do álbum Moving Pictures na íntegra, é um dos fatos mais emblemáticos desse maravilhoso momento deles.

A apresentação de São Paulo não trouxe a histeria marcante dos shows de 2002, conforme retratada no DVD Rush In Rio. É como se, dessa vez, os fãs não quisessem perder um único detalhe sequer dos muitos oferecidos por eles, marcando nos corações esse que será (muito provavelmente) a última oportunidade do Rush no país.

A banda explode a Time Machine um vídeo bastante hilário, dirigida por versões cômicas das mais variadas de The Spirit of Radio. É fantástico conferir Geddy, Alex e especialmente Neil interpretando personagens divertidíssimos, alegrando a plateia e fazendo daqueles momentos realmente marcantes.

O primeiro set seguiu, após Spirit of Radio, com Time Stand Still, Presto, Stick it Out, Workin' Them Angels, Leave That Thing Alone, Faithless, BU2B, Freewill, Marathon e, encerrando, Subdivisions. Em tom de piada, um locutor avisou (em português) que haveria um intervalo. E que isso se devia a idade avançada dos músicos. A segunda parte foi iniciada com o álbum Moving Pictures. Tom Sawyer, Red Barchetta, YYZ, Limelight, The Camera Eye, Witch Hunt e Vital Signs comporam um dos momentos mais aguardados da apresentação. Caravan, nova canção que sairá no álbum Clokwork Angels (a ser lançado em 2011), foi excepcionalmente bem executada. Closer To The Heart, 2112, Far Cry, La Villa Strangiato e Working Man (em uma versão reggae matadora) completaram a apresentação.

O Rush ainda se apresenta neste domingo (10) na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Imperdível.

RUSH EM SÃO PAULO
09/10/2010

Foi maravilhoso. Para os fãs do Rush, rever a banda mais uma vez no país é, certamente, um dos maiores sonhos realizados. Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart mostraram, como sempre, a maestria costumeira que sempre encanta sua legião de admiradores. Os paulistanos (e os cariocas, cearenses, baianos, capixabas, mineiros etc.) agradecem.

A banda já está há mais de 40 anos na estrada, e realmente é um grande lucro termos o Rush ainda munido de vitalidade, buscando trazer alegria para seus fãs com suas composições e novas turnês. A Time Machine Tour, que mostra a execução do álbum Moving Pictures na íntegra, é um dos fatos mais emblemáticos desse maravilhoso momento deles.

A apresentação de São Paulo não trouxe a histeria marcante dos shows de 2002, conforme retrada no DVD Rush In Rio. É como se, dessa vez, os fãs não quisessem perder um único detalhe sequer dos muitos oferecidos por eles, marcando nos corações esse que será (muito provavelmente) a última oportunidade do Rush no país.

A banda explode a Time Machine um vídeo bastante hilário, dirigida por versões cômicas das mais variadas de The Spirit of Radio. É fantástico conferir Geddy, Alex e especialmente Neil interpretando personagens divertidíssimos, alegrando a platéia e fazendo daqueles momentos realmente marcantes.

O primeiro set seguiu, após Spirit of Radio, com Time Stand Still, Presto, Stick it Out, Workin' Them Angels, Leave That Thing Alone, Faithless, BU2B, Freewill, Marathon e, encerrando, Subdivisions. Em tom de piada, um locutor avisou (em português) que haveria um intervalo. E que isso se devia a idade avançada dos músicos.

A segunda parte foi iniciada com o álbum Moving Pictures. Tom Sawyer, Red Barchetta, YYZ, Limelight, The Camera Eye, Witch Hunt e Vital Signs comporam um dos momentos mais aguardados da apresentação. Caravan, nova canção que sairá no álbum Clokwork Angels (a ser lançado em 2011), foi excepcionalmente bem executada. Closer To The Heart, 2112, Far Cry, La Villa Strangiato e Working Man (em uma versão reggae matadora) completaram o emblemático show.

Confiram informações sobre todas as músicas: aqui.
Tourbook traduzido: aqui
Fotos: aqui
Videos: aqui

ATENÇÃO: Iremos atualizando esse post com mais e mais informações a medida que foram surgindo.

O Rush ainda se apresenta neste domingo (10) na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Imperdível.
CET-SP DIVULGA INFORMAÇÕES DE ACESSO AO SHOW DO RUSH
06/10/2010

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo disponibilizou uma página especial com informações úteis sobre as formas de acesso ao Morumbi no show do Rush, que acontecerá nesta sexta-feira, dia 8 de outubro. Para você se organizar, acompanhe abaixo todas as dicas:





OPERAÇÃO DE TRÂNSITO

Para oferecer um bom nível de fluidez e segurança de trânsito, no dia do show serão ativados esquemas operacionais de reforço na área de influência do estádio do Morumbi, com atividades básicas de operação manual de semáforos, canalizações de tráfego, orientação aos motoristas e fiscalização.

COMO CHEGAR

Para chegar ao Morumbi, você poderá utilizar as diversas pontes junto a Marginal Pinheiros (Av. das Nações Unidas).

Para quem vem da Zona Sul (Interlagos e Santo Amaro), utilizar a Ponte João Dias e Av. Giovanni Gronchi.

Para os motoristas provenientes do Brooklin e Diadema, utilizar a Av. Roque Petroni Júnior, Av. Dr. Chucri Zaidan, Ponte do Morumbi e Av. Morumbi.

Vindo da região central, utilizar a Av. Nove de Julho e Túnel Max Fefer, ponte Roberto R. Zuccolo (antiga Cidade Jardim), Av. dos Tajurás, R. Engº. Oscar Americano, Av. Morumbi e Av. Giovanni Gronchi.

Ainda como alternativa de quem vem do centro e zona leste, utilizar a Av. Rebouças, Av. Eusébio Matoso, Av. Francisco Morato, à direita na Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, retorno na Av. Eliseu de Almeida e Av. Jorge João Saad.

Os motoristas que chegarem a São Paulo pelas rodovias Pres. Castelo Branco, Anhanguera, Bandeirantes, Imigrantes e da zona norte da cidade, devem utilizar a Marginal Tietê, Marginal Pinheiros, ponte Cidade Universitária, R. Alvarenga, Av. Eliseu de Almeida, Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil e Av. Jorge João Saad.

COMO SAIR

Siga a orientação das equipes da CET, pois todas as vias próximas ao estádio do Morumbi estarão operando de maneira a garantir uma saída rápida e segura.

Sentido Centro:

Você pode utilizar as avenidas Av. Giovanni Gronchi, Av. Morumbi, R. Engº. Oscar Americano e Av. dos Tajurás. Também pode-se utilizar as avenidas Av. Jorge João Saad, Av. Francisco Morato e Ponte Eusébio Matoso.

Sentido Brooklin e Diadema:

Utilize a Av. Pe Lebret, Av. Morumbi, Ponte do Morumbi e Av, Roque Petroni Jr.

Sentido Interlagos e Santo Amaro:

Retorne pela
Av. Giovanni Gronchi até a Avenida e Ponte João Dias

Sentido Rodovias Castelo Branco, Anhanguera, Bandeirantes, Imigrantes e da Zona Norte da cidade

Utilize a Av. Jorge João Saad, Av. Jacob Salvador Zveibil, Av. Eliseu de Almeida

Procure executar o caminho inverso ao utilizado para a ida ao estádio

ATENÇÃO: nos horários em que o público estiver saindo do show após seu término, as vias próximas ao estádio – Av. Giovanni Gronchi, Av. Jorge João Saad e Av. Jules Rimet, estarão bloqueadas para os veículos, sendo liberadas somente após toda a dispersão dos pedestres.

Veja o mapa da dispersão dos pedestres

PONTO DE ENCONTRO

A fim de facilitar o encontro das pessoas que se utilizarão de carona, serão criadas áreas para o embarque/desembarque nas vias próxima ao Estádio.

Av. Jacob Salvador Zveibil oposto ao Shopping Butantã.
Av. Giovanni Gronchi com a Pça. Santos Coimbra.
Av. Giovanni Gronchi com a Rua Santo Américo.

Veja todas estas alternativas no mapa

O SISTEMA DE TRANSPORTES

Prefira o transporte público: ônibus ou táxi. Consulte linhas e itinerários no site da SPTrans (
http://www.sptrans.com.br/)

No término do show, a SPTrans disponibilizará ônibus para o centro da cidade – Pça. Ramos. Também haverá bolsão de táxi nas vias próximas ao estádio.

Veja o mapa com o bolsão de táxi e ônibus

ÔNIBUS FRETADOS

Os ônibus fretados deverão efetuar o desembarque e embarque na Av. Eliseu de Almeida, onde permanecerão estacionados.

Veja o mapa com o itinerário de chegada e a área de estacionamento para ônibus fretados

ONDE ESTACIONAR

Veja o mapa com as áreas permitidas para estacionar

ATENÇÃO: No local do evento, se necessário, haverá bloqueio ao trânsito de automóveis em algumas vias e o estacionamento será proibido nas principais vias de acesso ao Estádio:

Av. Jorge João Saad; Av. Giovanni Gronchi, Av. Julies Rimet Av. Pe. Lebret, R. Corgie Assad Abdala, R. Adelina Ashcar, R. João da Cruz Melão, R. Floriano Peixoto dos Santos e R. Erasmo Teixeira Assunção.

DEFICIENTES FÍSICOS

Utilize o sistema “Atende” de transporte para deficientes físicos da prefeitura. Para maiores informações ligue 156.

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES PARA QUEM VAI AO SHOW

• Fique atendo às orientações dos agentes da CET, ele está ali para organizar e orientar o trânsito para que todos possam circular com rapidez e segurança.
• Informações ligue 1188 – Central de Atendimento CET
• Respeite a sinalização e o pedestre;
• Se beber, não dirija;
• Use o cinto de segurança;
• Não estacione em frente à guia rebaixada;
• Leve saquinhos plásticos para o lixo;
• Pedestre, atravesse sempre na faixa de segurança;
• Leve pouco dinheiro e um único documento de identidade;
• Um celular pode ser muito útil nesta ocasião. Se tiver, leve-o.

PM MONTA ESQUEMA ESPECIAL DE SEGURANÇA PARA SHOW DO RUSH
06/10/2010

Confiram abaixo matéria publicada pelo site do jornal O Estado de São Paulo, em 06/10/2010:

SÃO PAULO - A Polícia Militar prepara um esquema especial de segurança para os shows das bandas Bon Jovi e Rush, que serão realizados nesta quarta-feira e na próxima sexta, dia 8, no Estádio do Morumbi, na zona oeste da Capital.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o policiamento ostensivo no entorno do estádio será feito por 164 policiais. Serão utilizadas 24 viaturas da Força Tática e 48 motos das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam). Próximo do local, bases comunitárias serão montadas em pontos estratégicos.

Nos dois dias, a abertura dos portões será feita às 16h e a polícia estará no local a partir das 15h. Ambos os shows têm previsão de início às 21h e término às 23h.

O policiamento será direcionado para a chegada do público, com foco nos terminais de ônibus e estações de metrô. Durante o show, a PM ficará no entorno do estádio, visando inibir a ação de flanelinhas. Ao final do evento, a polícia voltará a se direcionar para as saídas do estádio e para os terminais de transporte coletivo.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) ficarão responsáveis pelo trânsito próximo ao estádio.

A PM recomenda que o público evite falar ao celular enquanto andar pelo entorno, não deixar máquinas fotográficas à mostra e não levar carteira, apenas o dinheiro necessário e um documento. As pessoas serão revistadas na entrada do estádio e não será permitida a entrada com objetos metálicos, cortantes ou perfurantes.

GEDDY FALA SOBRE POSSÍVEL DVD
05/10/2010

Como já sabemos (e estamos desde já muito ansiosos por isso), o Rush começa sua perna sul-americana da Time Machine Tour na próxima sexta feira, dia 08 de outubro de 2010. A primeira das quatro apresentações marcadas para nosso continente ocorrerá no Estádio do Morumbi, em São Paulo e, em seguida, a banda se dirige para o Rio de Janeiro, onde se apresentará na Praça da Apoteose no domingo, dia 10. Após sua passagem pelo Brasil, o Rush se dirige para Buenos Aires, onde fará seu primeiro show da carreira para os argentinos no dia 15. Finalizando sua passagem pela América do Sul, a banda se apresentará no Estádio Nacional na cidade de Santiago, Chile, no dia 17 de outubro.

O jornal chileno El Mercurio trouxe hoje uma pequena entrevista por telefone com Geddy Lee. Entre outros assuntos, Geddy respondeu a uma pergunta em particular que nos chama muita atenção:

Vocês estão viajando com câmeras? Poderemos ter um documentário sobre a turnê?

Gravaremos certos aspectos da turnê, e temos gravado também alguns shows. Talvez depois disso teremos um DVD.

Eis aí a primeira afirmação de que existe na banda planos para que lancem mais um DVD, dessa vez dedicado à Time Machine ou a própria Clockwork Angels Tour, que virá em 2011 após o lançamento do novo álbum. Vale ressaltar que, depois de 40 shows, não tivemos quaisquer evidências de filmagens realizadas nas apresentações ocorridas nos EUA e Canadá. Possivelmente, após as declarações de Geddy, o que teremos são algumas cenas de bastidores a serem gravadas na América do Sul, que combinariam com um material a ser lançado no futuro.